DIÁRIO DE ESCRITA 02


UMA MULHER NO ESCURO


Olá queridos leitores,

Sem dúvida, o momento mais difícil no processo de escrita de um romance é o início. Em geral, quando sento para começar a escrever um livro, tenho um caminho traçado, sei quais serão as principais viradas da história e, claro, sei qual será o final – quem já leu meus outros livros sabe que eu adoro um final surpreendente, certo? 🙂

Como eu estava dizendo, o início é o mais difícil porque, mesmo sabendo “o que” contar, eu ainda preciso descobrir “como” contar. Vou me explicar: para mim, “o que” contar é fácil (tenho ideias para mais uns dez livros), o que dá trabalho mesmo é descobrir “como” contar, ou seja, quais cenas e situações abrirão a história e apresentarão os personagens, num ritmo e estilo próprios. Em Uma Mulher No Escuro, o livro que escrevo atualmente, a maior dificuldade foi justamente encontrar o tom das personagens: não só da protagonista, Victoria, mas dos homens que a rodeiam – Arroz, Max e Georges. Comecei a escrever em janeiro do ano passado e pelo menos seis meses foram investidos apenas nos 4 capítulos iniciais – é a hora de colocar os personagens para existir, se relacionar e torcer para que a química segure a história até o final. Não é nada simples.

Atualmente, escrevo o terço final do romance, quando várias revelações acontecem e os personagens já são como pessoas reais que habitam minha cabeça. Sei como eles reagem às situações, sei o que pretendem e o que pensam, tornando muito mais fácil (e prazeroso) de escrever. Por isso, mesmo tendo levado quase um ano e meio para escrever 15 capítulos, espero escrever os que faltam (cerca de 10 capítulos) em poucos meses, de modo que o livro seja publicado ainda este ano.

Tudo isso, claro, se não surgir um bloqueio criativo no meio do caminho – e, sim, bloqueios criativos existem. Em Dias Perfeitos, por exemplo, tive um bloqueio quando Téo e Clarice chegam à ilha deserta, eu simplesmente não sabia como continuar. Fiquei sem escrever e, depois de seis meses, tive a ideia de como chegar no ponto onde queria. Aí, o livro fluiu. Em Uma Mulher No Escuro, repensei todo o final quando cheguei ao capítulo 10 e até mudei a identidade do assassino. Será que vocês vão adivinhar? No próximo diário, contarei mais detalhes da história.

Beijos do Rapha,

11/06/2018

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© 2019 por Raphael Montes